quarta-feira, 22 de junho de 2011

Japão subestimou risco de tsunami atingir usinas nucleares, diz AIEA

SÃO PAULO - Um relatório preliminar divulgado hoje pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mostra que o Japão subestimou o risco de um tsunami atingir suas centrais atômicas.
O documento afirma que as plantas de Fukushima, seriamente danificadas pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março, precisavam de um centro de administração reforçado, que permitisse lidar com acidentes. Tal centro deveria ser implantando em todas as usinas com potencial de acidente grave.
Os especialistas da AIEA, entretanto, destacam que a resposta do governo japonês diante da tragédia tem sido "impressionante e extremamente bem organizada". Eles ainda lembram a importância de se manter um programa de monitoramento da saúde da população e dos trabalhadores da usina de Fukushima.

O relatório final com a análise sobre a crise nunclear no Japão deverá ser apresentado pela AIEA em uma conferência internacional em Viena, entre 20 e 24 de junho.

 Japão: entenda a situação das usinas nucleares após o terremoto
 atualizado em 15 de março


14 de março - Visão aérea mostra o reator 3 da usina nuclear Fukushima Daiichi em chamas após a explosão registrada nesta segunda-feira. Foto: Reuters Visão aérea mostra o reator 3 da usina nuclear Fukushima Daiichi em chamas após a explosão desta segunda.

Na última sexta-feira, dia 11 de março, o Japão foi atingido por um terremoto de 9 pontos na escala Richter - segundo medição feita pela agência meteorológica japonesa (8,9, segundo os EUA), o maior da história do Japão. O fenômeno provocou um tsunami que deixou um saldo de milhares de mortos. O tremor e a inundação deixaram um rastro de destruição no país, além de colocar em perigo a integridade das diversas usinas nucleares responsáveis por gerar a energia elétrica. Foram registradas duas explosões na usina Fukushima Daiichi, provocadas por problemas de resfriamento e mais de 180 mil pessoas foram evacuadas de áreas próximas às instalações nucleares. Veja a situação de cada uma delas:
Fukushima Daiichi
Foram registradas três explosões e um incêndio na usina de Fukushima Daiichi. No sábado (12), houve uma explosão no reator 1. Outra explosão ocorreu na unidade 3, na segunda-feira (14), que deixou ao menos seis feridos. Na terça-feira (15, horário local), o reator 2 explodiu. No mesmo dia, houve um incêndio na unidade 4.
No sábado foi dispersado vapor para amenizar a pressão dentro do reator 1, além da contaminação por Césio 137 e Iodo 131 nos arredores da usina. O incidente foi classificado como de nível 4, em uma escala de 7.
Moradores em um raio de 10 km foram evacuados. Após a explosão, a evacuação de se estendeu a 20 km. No domingo (13), foi liberado vapor para controlar a pressão na unidade 3, mas problemas no resfriamento ocasionaram o acúmulo de hidrogênio, o que teria ocasionado a explosão.
Na unidade 3, o fornecimento de energia para controlar o aquecimento é feito por meio de geradores. O sistema de injeção de alta pressão e outras tentativas de resfriamento falharam. A partir de então, foi iniciada a injeção de água do mar e do elemento químico boro. Os níveis de água estavam estáveis, mas não aumentaram no reator, e a razão ainda era desconhecida. Para diminuir a pressão, no domingo (13) foi iniciado o procedimento de liberação de pressão para amenizar a concentração de hidrogênio. O prédio está intacto na parte exterior.
Na segunda-feira (14), as autoridades japonesas informaram que a unidade 1 está sendo alimentada por geradores e que o resfriamento do reator está sendo feito com água do mar e boro. Por causa da explosão de sábado, a parte de fora do prédio foi destruída.
Na terça-feira (15), autoridades afirmaram que o incêndio provocado pela explosão no reator 2 liberava material radioativo diretamente na atmosfera. Em seguida, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que as chamas na unidade 4 estavam extintas.
A usina Fukushima Daiichi, localizada na cidade de Naraha, foi a primeira a apresentar problemas após o terremoto ocorrido na sexta-feira (11). O sistema de resfriamento alimentado por geradores a diesel haviam sido danificados pela inundação do tsunami, e até agora são utilizados geradores auxiliares. Três reatores funcionavam no momento do acidente.
Fukushima Daini
Os moradores em um raio de três quilômetros foram evacuados e as pessoas que vivem em um raio de 10 km foram orientadas a permanecerem dentro de suas casas. Após a explosão na Fukushima Daiichi, a evacuação aumentou para um raio de 10 km. No domingo (13), foi erroneamente divulgada a emissão de vapor na Daini. O único incidente foi relacionado à morte de um operário foi um acidente com um guindaste, que deixou outros quatro feridos.
Segundo o relatório mais recente, divulgado nesta segunda-feira (14), todas as unidades estavam sobre controle e os trabalhadores usam resíduos removedores de calor capara controlar a temperatura.
Onagawa
Ainda na sexta-feira (11), as autoridades japonesas relataram um incêndio na usina de Onagawa, mas não foi reportada a emissão de radiação. No domingo (13) foi relatado o mais baixo estado de emergência na usina, mas as autoridades informaram que a situação dos três reatores estava sob controle. O alerta foi emitido porque os níveis de radiação haviam excedidos os níveis aceitáveis, mas as autoridades investigavam a origem. Mais tarde, o alerta foi revogado já que os níveis de radiação haviam sido reduzidos.
Tokai
A usina, localizada na província de Ibaraki, foi desligada na sexta-feira (11), mas não foi reportada a emissão de radiação. No domingo (13) foram reportados problemas no sistema de refrigeração.

terça-feira, 21 de junho de 2011

ARMA NUCLEAR: SOBERANIA REAL DO BRASIL


Hoje fica cada vez mais claro, o erro ou traição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em ter assinado o Tratado de Não Proliferação Nuclear de Tlatellolco em cooperação com os Estados Unidos, prejudicando, assim, a soberania brasileira.

Basta ver o atual tratamento dado à Índia pelos Estados Unidos e os territórios respeitáveis em que se tornaram o Irã e a Coréia do Norte, e ainda o Japão que está neste caminho.

Aos EUA não interessam que outros países disponham de armas nucleares. Não pela manutenção da paz mundial, mas porque se as principais nações do planeta as detiverem, sua força militar e hegemonia global serão anuladas pelo simples motivo:

NÃO SE INVADEM PAÍSES QUE POSSUEM ARMAS NUCLEARES. OS RISCOS SÃO ENORMES PARA AMBOS OS LADOS.

E, se não é possível invadir, atacar e vencer e usurpar riquezas naturais que os sustentem, para que serve a sua potência militar?

Seria o caos para sua indústria bélica e sua política imperial arrogante. A desgraça do Iraque foi justamente por não possuí-las. Caso contrário, jamais teriam sido invadidos pelos EUA e aliados, e a prova é evidente:

- O Paquistão é um centro formador e distribuidor de terroristas islâmicos para o mundo todo, Bin Laden estava lá; e por que os EUA não o invadem?

E nem a Coréia do Norte? É simples: ambos dispõem de artefatos nucleares. Mas os EUA invadiram o Afeganistão, ao lado, sabidamente desarmado e indefeso.

Hoje, nove países detêm declaradamente armamentos nucleares. Se o Irã tornar-se oficialmente o décimo país, abrirá um precedente às potências medianas (cerca de 25 países), e entre elas o Brasil. O qual já iria detonar ogivas nucleares na década de 1980, na Base Militar da Serra do Cachimbo-PA, caso não tivéssemos sido sabotados pela incompetência útil do ex-presidente José Sarney e, depois, pelos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e FHC (em possível troca por benesses pessoais junto aos EUA?).

Países naturalmente ricos e desarmados como o nosso apenas administram suas riquezas temporariamente para desfrute futuro, pelas potências dominantes.

Somente a dissuasão nuclea, inibe uma superpotência a invadir e rapinar riquezas de países mais pobres. O quê mais então?

A arma nuclear, em suas diversas versões e vetores, no caso do Brasil, eliminaria a necessidade de grandes gastos em equipamentos militares convencionais; sendo necessário apenas que se mantivessem núcleos de excelência nas FFAA, dotando-os com equipamentos de última geração, tais como aviões de caça, radares, mísseis e armamento individual, além do treinamento intensivo e da elevação dos padrões de remuneração geral e profissionalização das tropas.

Se Brasil e Argentina estiverem armados com ogicas, quem atacaria quem? Se a destruição mútua é garantida?
Numa guerra convencional sim, podem haver vencedores.

O desarmamento nuclear total é o ideal para o mundo, mas se realmente todos se desarmarem. No caso de países renitentes e que se privilegiam, os demais ficam indefesos e com soberania do tipo "para inglês ver".

Se os principais paises estiverem armados com artefatos nucleares, todos se igualam e os EUA passarão a ser apenas mais um. Nasceria então uma nova ONU, composta por países com real soberania, e, portanto, com posições mais firmes pela paz mundial.

Possuir armamentos nucleares, bem como forças armadas fortes e bem equipadas, garantem a paz e elevam a imagem de qualquer país no cenário internacional.
Vide Rússia, EUA, Inglaterra, China e outros.

Aumentando o respeito para com a nação, a auto-estima de seu povo e ampliando as possibilidades em mesas de negociações.

Não há ilusões: só a força das armas mantém a paz e o respeito real entre as nações.

Ainda mais atualmente, quando as forças armadas dos EUA não são mais, há muito tempo, voltadas à guarda de suas fronteiras e sua preservação territorial, como as da maioria dos países; mas sendo concebidas para invadir outras nações, esmagar suas soberanias em função dos interesses norte-americanos, da manutenção de sua hegemonia como potência global e na conquista de recursos naturais que os sustentem.

A ameaça por parte de grupos e Estados terroristas, infelizmente sempre existirá. E, como sempre, caberá às nações detentoras do poder nuclear, a manutenção da segurança quanto ao acesso indevido a estes recursos.

Alguém já viu alguma Nação dotada de armas nucleares ser atacada ou invadida em seu território?

domingo, 19 de junho de 2011

Países que possuem armas nucleares .




Nações que comprovada ou supostamente possuem armas nucleares são por vezes referidas como clube nuclear. Existem atualmente nove Estados que conseguiram detonar armas nucleares. Cinco são considerados "estados com armas nucleares" (EAN), um estatuto reconhecido internacionalmente pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Em ordem de aquisição de armas nucleares, estes países são: os Estados Unidos, Rússia (Estado sucessor da União Soviética), o Reino Unido, França e China.
Desde que o TNP entrou em vigor em 1970, três estados que não faziam parte do Tratado têm realizado testes nucleares, nomeadamente Índia, Paquistão e Coréia do Norte. A Coréia do Norte assinou o TNP, mas retirou-se do tratado em 2003. Israel também é amplamente acreditado como um país dotado de armamento nuclear, mas se recusa a confirmar ou negar essa condição. O estatuto dessas nações não é formalmente reconhecido por organismos internacionais, já que nenhum deles faz parte do TNP. A África do Sul chegou a desenvolver armas nucleares, mas desmontou seu arsenal antes de aderir ao TNP.
Em 2005, o Conselho de Governadores da AIEA classificou o Irã como um país em não conformidade com o TNP em uma rara decisão sem consenso.
Por três vezes o Conselho de Segurança da ONU impôs sanções contra o Irã quando este se recusou a suspender seu enriquecimento não declarado. O Irã alegou que as sanções são ilegais e o obrigavam a abandonar seus direitos dentro do TNP de desenvolver tecnologia nuclear pacífica.

Ana Carolina.

Guerra Fria .






Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética foram aliados na luta contra a Alemanha nazista. Derrotado o inimigo comum, os antigos aliados se transformaram em adversários. Assim, com o término da Segunda Guerra Mundial, em 1945, tinha início uma guerra nova e diferente: a Guerra Fria.

Por que a Guerra Fria foi diferente?

Diferente porque as duas superpotências jamais se enfrentaram num conflito militar direto, jamais se enfrentaram numa "Guerra Quente". Daí o conflito entre as duas superpotências ter recebido o nome de "Guerra Fria". Apesar de toda a hostilidade que havia entre as duas superpotências, os dois lados sabiam que uma guerra total, isto é uma guerra em que cada potência utilizasse todos os seus recursos, seria uma guerra sem vencedores e uma ameaça à própria continuidade da espécie humana no planeta. Afinal, o monopólio norte-americano da bomba atômica não durou muito tempo. Em agosto de 1949, a União Soviética detonou sua primeira bomba atômica.

Qual a característica mais marcante da Guerra Fria?

Uma das características principais foi transferir os conflitos militares para áreas periféricas do mundo. Ou seja, norte-americanos e soviéticos se envolveram em guerras localizadas em outras partes do mundo como África, Ásia e América Latina. Exemplos dessas guerras foram a intervenção norte-americana no Vietnã, durante as décadas de 1960 e 1970, a intervenção soviética noAfeganistão, final dos anos 1970 a meados dos anos 1980 e o envolvimento direto ou indireto dessas superpotências em praticamente todas as guerras no Oriente Médio, especialmente a luta entre palestinos, apoiados pela União Soviética, e israelenses, apoiados pelos norte-americanos.

Por que os Estados Unidos e a União Soviética eram adversários?

A rivalidade entre as duas superpotências tinha origem na incompatibilidade entre as ideologias defendidas por cada lado. Essa incompatibilidade ideológica podia ser percebida no fato que cada superpotência tinha um sistema político diferente e organizava sua economia de modo diferente da outra. Enquanto os Estados Unidos defendiam o capitalismo, a democracia, princípios como a defesa da propriedade privada e a livre iniciativa, a União Soviética defendia o socialismo e princípios como o fim da grande propriedade privada, a igualdade econômica (um a sociedade sem ricos e pobres) e um Estado forte capaz de garantir as necessidades básicas de todos os cidadãos.

Essas ideologias vigoravam de fato nas duas superpotências?

Havia muitas contradições entre o discurso e as práticas de cada superpotência. De um lado, os Estados Unidos apresentavam-se como defensores da liberdade e da democracia, mas para combater o socialismo, apoiaram ditaduras na América do Sul nas décadas de 1960 e 1970 (dentre as quais, osregimes militares da Argentina, Chile e do próprio Brasil) e onde eram praticadas a prisão e a tortura dos opositores desses regimes. Por outro lado, a União Soviética que se apresentava como defensora da igualdade e inimiga da miséria, era controlada por um partido único, o Partido Comunista, cujos altos funcionários formavam uma elite privilegiada: usufruíam de luxos como produtos importados de boa qualidade enquanto a maioria da população era obrigada a enfrentar longas filas para comprar artigos de primeira necessidade que faltavam nas prateleiras.

O que são CIA e KGB?

CIA é a sigla de Central Intelligence Agency (Agência Central de Inteligência), a agência de espionagem do governo dos Estados Unidos. KGB eram as iniciais, em russo, do Comitê de Segurança do Estado, a antiga agência de espionagem da União Soviética. Além dos serviços de espionagem, a KGB também fazia o papel de polícia política, ou seja, reprimia qualquer tentativa de oposição ao governo soviético (o mesmo papel que a Gestapo, a polícia política de Hitler fazia na Alemanha nazista). O currículo da CIA também é cheio de "trabalho sujo": a CIA participou de golpes de Estado em vários países da América Latina, com aconteceu na Guatemala, em 1954.

O que foi a "corrida espacial"?

Foi uma disputa tecnológica entre os Estados Unidos e a União Soviética. Os feitos da corrida espacial eram também demonstrações de poder: a potência que desenvolvesse uma tecnologia capaz de enviar um homem ao espaço também seria capaz de desenvolver mísseis nucleares controlados a distância. Os feitos de cada superpotência eram explorados pela propaganda de cada governo. Afinal, cada lado, queria provar que seu sistema (capitalismo, no caso dos Estados Unidos, socialismo, no caso da União Soviética, era o melhor). Tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética utilizaram, no início de seus programas espaciais, engenheiros alemães que trabalharam no desenvolvimento dos foguetes V-2, os temíveis mísseis balísticos usados pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Qual dos dois países deu a largada na corrida espacial?

No início, quem tomou a dianteira na corrida espacial foi a União Soviética, que em 1957 lançou o primeiro satélite artificial, o Sputnik, e, no mesmo ano, a enviou o primeiro ser vivo ao espaço, a cadelinha Laika (que morreu lá mesmo). Também foi da União Soviética o feito de enviar o primeiro ser humano a viajar pelo espaço, o ucraniano Yuri Gagarin (na época, a Ucrânia era uma das repúblicas que compunham a União Soviética), no dia 12 de abril de 1961.

Mas foram os americanos que cruzaram a reta final?

Sim, o programa espacial norte-americano acabou superando o programa espacial soviético: no dia 20 de julho de 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong tornava-se o primeiro homem a pisar na Lua. Um a curiosidade: enquanto os norte-americanos chamavam os tripulantes de suas espaçonaves de astronaustas, os soviéticos chamavam os tripulantes das suas espaçonaves de cosmonautas.

Hiroshima e Nakasaki





No dia 6 de Agosto de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, a cidade japonesa de Hiroshima foi desnecessariamente bombardeada pela força aérea americana. Três dias mais tarde segui-se o bombardeio de Nagasaki. Sua justificação era forçar o rendição do Japão, porém, o que ficou evidenciado era que ambas faziam parte de uma verdadeira demonstração de força do armamento nuclear dos EUA. As cidades foram escolhida por estarem situadas exatamente entre vales, o que facilitaria a avaliação dos danos causados pela nova tecnologia bélica, a qual nunca até então havia sido usada e nem se sabia quais seriam suas consequências. Soma-se a isso o fato de que essas cidades nunca sofreram ataques durante a Segunda Guerra, ou seja, era pouco vigiadas. A detonação da Little Boy, como era chamada a bomba que causou a morte de mais de 250 mil pessoas em Hiroshima, foi ouvida até o alcance das cidades vizinhas. Ela destruiu tudo o que encontrava num raio de dois quilômetros e meio, devastando vegetação e estrutura da cidade. Porém, o aporte térmico da bomba teve um alcance ainda maior. A detonação da Fat Man sobre Nagasaki causou tanta destruição quanto em Hiroshima. Sobreviventes que sofreram fortes queimaduras devidas á propagação do intenso calor, fora da área de explosão, andavam pelas ruas sem saber o que havia acontecido. A radioatividade se espalhou provocando chuvas ácidas, causando a contaminação da região, incluindo lagos, rios, plantações. Os sobreviventes foram atendidos dias depois, o que ocasionou a morte lenta e agonizante de muitos. Até os dias de hoje os descendentes dos habitantes afetados sofrem os efeitos da radioatividade. Tempos depois a cidade foi sendo reconstruída. Após mais de 60 anos decorridos da tragédia que marcou a história mundial, Hiroshima se transformou numa cidade moderna e desenvolvida, com árvores, prédios, pessoas circulando e carros, como em qualquer outra. Contudo, as lembranças continuam vivas dentro de cada um. Sendo assim foi construído o Memorial da Paz de Hiroshima, uma das atrações mais visitadas no Japão, servindo de apelo à paz e um acervo cultural
.

Ana Carolina.

Chernobyl, o maior acidente nuclear da história .





No ano de 1986, os operadores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, realizaram um experimento com o reator 4. A intenção inicial era observar o comportamento do reator nuclear quando utilizado com baixos níveis de energia. Contudo, para que o teste fosse possível, os responsáveis pela unidade teriam que quebrar o cumprimento de uma série de regras de segurança indispensáveis. Foi nesse momento que uma enorme tragédia nuclear se desenhou no Leste Europeu. Entre outros erros, os funcionários envolvidos no episódio interromperam a circulação do sistema hidráulico que controlava as temperaturas do reator. Com isso, mesmo operando com uma capacidade inferior, o reator entrou em um processo de superaquecimento incapaz de ser revertido. Em poucos instantes a formação de uma imensa bola de fogo anunciava a explosão do reator rico em Césio-137, elemento químico de grande poder radioativo. Com o ocorrido, a usina de Chernobyl liberou uma quantidade letal de material radioativo que contaminou uma quilométrica região atmosférica. Em termos comparativos, o material radioativo disseminado naquela ocasião era assustadoramente quatrocentas vezes maior que o das bombas utilizadas no bombardeio às cidades de Hiroshima e Nagasaki, no fim da Segunda Guerra Mundial. Por fim, uma nuvem de material radioativo tomava conta da cidade ucraniana de Pripyat. Ao terem ciência do acontecido, autoridades soviéticas organizaram uma mega operação de limpeza composta por 600 mil trabalhadores. Nesse mesmo tempo, helicópteros eram enviados para o foco central das explosões com cargas de areia e chumbo que deveriam conter o furor das chamas. Além disso, foi necessário que aproximadamente 45.000 pessoas fossem prontamente retiradas do território diretamente afetado. Para alguns especialistas, a dimensões catastróficas do acidente nuclear de Chernobyl poderiam ser menores caso esse modelo de usina contasse com cúpulas de aço e cimento que protegessem o lugar. Não por acaso, logo após as primeiras ações de reparo, foi construído um “sarcófago” que isolou as ruínas do reator 4. Enquanto isso, uma assustadora quantidade de óbitos e anomalias indicava os efeitos da tragédia nuclear. Buscando sanar definitivamente o problema da contaminação, uma equipe de projetistas hoje trabalha na construção do Novo Confinamento de Segurança. O projeto consiste no desenvolvimento de uma gigantesca estrutura móvel que isolará definitivamente a usina nuclear de Chernobyl. Dessa forma, a área do solo contaminado será parcialmente isolada e a estrutura do sarcófago descartada. Apesar de todos estes esforços, estudos científicos revelam que a população atingida pelos altos níveis de radiação sofre uma série de enfermidades. Além disso, os descendentes dos atingidos apresentam uma grande incidência de problemas congênitos e anomalias genéticas. Por meio dessas informações, vários ambientalistas se colocam radicalmente contra a construção de outras usinas nucleares.

Ana Carolina.